quinta-feira, 20 de maio de 2010

Doença maldita.

Há dois dias, pelas 17h00, recebi um telefonema da minha mãe.
A notícia caiu como uma bomba. Receber uma notícia dessas faz-nos ficar como que anestesiados. Acho que foi assim que fiquei. Não falei. Não chorei. Fiquei ali só a ouvir o que ela me dizia.
Não sei o que me doeu mais! Se foi ouvir aquelas palavras, se foi ouvi-las com a minha mãe a chorar.
Era um segredo bem guardado pela família porque eu era o único que não sabia. A minha mãe queria "escondê-lo" o mais possível e não queria que ninguém me dissesse. Queria ser ela a fazê-lo.
A minha mãe tem cancro. No peito.
Já foi descoberto com algum atraso. O tempo urge. Amanhã começa a quimioterapia.
Custa-me estar longe dela neste momento.
Se é verdade que não chorei quando soube da notícia, não me envergonho de dizer que tenho chorado muito desde Terça-Feira.
Têem sido dias muito complicados. Demasiado. Arranjar forças para ir trabalhar tem sido um desafio constante. Hoje não vou conseguir ir. Estou de rastos.

1 comentário:

Anónimo disse...

Lamento muito saber essa triste notícia... acredita que será possível a cura... acredita mesmo e faz a tua mãe acrediatr nisso também. Já passei por essa situação e tenho a certeza que a mente, o optimismo, a vontade de lutar e não desistir faz milagres...
Força hã? Daqui a uns tempos, se Deus quiser, vai ser apenas um miserável pesadelo.
Beijo enorme