Quando me perguntaram se eu queria o Mike, não hesitei muito tempo. A resposta foi positiva.
No dia em que o fui buscar impressionou-me o que ele tremia. Nos primeiros dias, não me podia aproximar dele. Tinha medo. Os hábitos dele tinham sido alterados. A casa era diferente, a pessoa era diferente.
A pouco e pouco fui ganhando a confiança dele. Uma vez a confiança ganha, passei à "segunda fase". Tentar ensinar-lhe algumas coisas.
Comecei por ensiná-lo a fazer as suas necessidades num recipiente que coloquei na gaiola para esse efeito. E se é verdade que algumas vezes ainda se distrai, não é menos verdade que os progressos são evidentes.
Depois tentei ensinar-lhe a sair e a entrar da gaiola pela porta, em vez de o agarrar e tirá-lo. Não sei se é por mero acaso, mas isso ele já aprendeu, principalmente a parte do sair. E se, no início, quando o tirava, eu tinha de andar atrás dele, para que ele não fizesse "asneira" pela casa, hoje deixo-o andar à vontade e ele comporta-se lindamente.
Embora ele seja do género irrequieto, já consigo tê-lo ao meu colo pelo menos durante 90 minutos que é o tempo que duram os jogos do Benfica...Sim, porque ele é benfiquista também. O que os animais são inteligentes.
O que mais me tem impressionado nestas três semanas é a evolução que ele tem tido para comigo. Se no início ele tremia quando eu me aproximava dele, hoje está completamente à vontade. E quando me vê andar pela casa, segue-me por todo o lado, junto aos meus pés.
O afecto que ganhei ao Mike é dificilmente explicavél. Dar-lhe de comer, brincar com ele, fazer-lhe festas, são coisas que já fazem parte do meu dia a dia.
Gosto de tratar dele e a minha recompensa é quando ele, vendo-me sentado no sofá, se senta em cima dos meus pés, a "pedir" que eu lhe dê miminhos.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
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